Audiovisual Universitário

O cenário audiovisual contemporâneo está sendo contemplado a cada dia com as diversidades do cinema universitário, desenvolvendo produções artísticas que mesclam as referências do conhecimento acadêmico com a experimentação juvenil, criando obras compostas de técnica, teorias e sensibilidade artística, tudo isso com baixíssimo custo e muita dedicação, criando novas estéticas que só daqui alguns anos são absorvidos pelo setor audiovisual profissional.

O audiovisual universitário teve início na década de 1940 com o Clube de Cinema de São Paulo, fundado em 1940 por Paulo Emílio Salles Gomes na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo – USP (fonte: rnp.br). Nos anos de 1980 amplia-se o movimento cineclubista universitário brasileiro, com destaque na UFES, UFRGS, UFPE e Unifal-MG. Nos anos 1990 tem início o FBCU - Festival Brasileiro de Cinema Universitário da UFF consolidando o setor.

Chega o século XXI e com ele surge o Festival NOIA, a partir de uma inquietação dos alunos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará - UFC que tinha o desejo de criar um espaço alternativo para a exibição de filmes que, apesar de sua qualidade, muitas vezes eram rejeitados pelos grandes festivais de cinema.

O Festival NOIA vem de encontro ao que de melhor se produz nas universidades com intuito de abrir um espaço destinado à divulgação desta produção audiovisual realizada por universitários de todo o Brasil, bem como à oferta de capacitação para jovens e adultos por meio das artes e à democratização do acesso de diferentes públicos às diversas mostras.

Por isso, ao mesmo tempo que é um orgulho, também é um desafio constante realizar um movimento que tanto contribui na difusão das artes realizados por jovens estudantes de todo Brasil e em especial no Ceará.

Paulo Benevides
Diretor

Experimentações, riscos e resistência

A equipe de curadoras desta edição do NOIA buscou lançar um olhar atento às produções de diversas escolas de cinema espalhadas pelo Brasil, entendendo que talvez o que esses filmes compartilhem entre si seja não apenas a contundência das experimentações mas sobretudo a coragem de abraçar o risco:  obras que, em meio às precariedades, expressam o desejo de engajamento com o mundo e dão a ver a formulação de um pensamento no embate com a sua materialidade.

Cada filme, a seu modo, toma uma clara posição:  o cinema não pode estar desconectado das urgências éticas, estéticas, políticas. São filmes que trazem para o centro do debate as pautas sobre a representatividade, o direito à cidade, a luta das mulheres, do movimento negro, LGBTs e de outras minorias sociais. Diversos em suas formas, os filmes propõem diálogos com o próprio fazer cinema, a performance, as artes visuais, a televisão, e trabalham com o esgarçamento das fronteiras entre ficção e documentário, explorando diferentes estratégias nesse deslocamento.

O desafio da equipe curatorial foi pensar modos de potencializar a exibição desses novos filmes, buscando estabelecer diálogos e aproximações que se fizeram por avizinhamentos  temáticos  - cidade, corpo, gênero, sexualidade, etc. – assim como por modulações  e apostas estéticas.

A expectativa é que os filmes reunidos em cada uma das sessões possam dizer sobre o cinema produzido nas universidades brasileiras, traçando um certo perfil sobre o que tem mobilizado essa produção, e sobre as formas do cinema de fazer resistência aos poderes e ao controle sobre as vidas em sua individuações e subjetividades.

Beatriz Furtado, Camila Osório e Luly Pinheiro
Curadoria Cinema

 

Equipe

Direção Executiva – Paulo Benevides
Produção – Lu Lima
Comunicação e Marketing – Karthaz Cultura 
Assessoria de Imprensa – Diego Benevides
Assistente Executiva - Monique Souza
Coord. Produção - Rhaissa Lima
Coord. Exibição e Debates - Cesar Teixeira
Coord. Técnico - Felipe Holanda
Social Média - Angélica Maia
Coord. Receptivo - Igor Barreto
Cobertura Audiovisual/Fotográfica e
Vídeo Mapping - Vitor Vidal
Apresentação Cerimonial - Amenhotop Rodrigues Exibição/Projeção - André Matos
Cobertura Audiovisual - Germano Souza
Cenografia - Kelson Teles
Assistentes de produção - Joyce Mesquita, Salvino Lobo, Rafaela Maresia, Stefany Coelho e Nádia Poe

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